// Eu

Mulher, 23 anos, muito destraída, descarada, diferente e atrevida; ando fazendo besteira, vivo querendo carinho, minha vida por um chamego, meu mundo por um beijinho. Não mexe comigo que eu viro bicho; te rasgo; te arranho; te beijo; me assanho. Traiçoeira, maledicente, tenho má reputação; sou a ovelha negra da família, faço o que quero, nem sempre o que gosto; não chega perto que eu te agarro; chega bem perto que eu te arrasto.

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// Segunda-feira , 07 de Agosto de 2006



O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

[texto de Martha Medeiros]



- By: Just me | 16h02
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// Quinta-feira , 04 de Maio de 2006



Amo. Logo, Existo!



- By: Just me | 14h44
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// Terça-feira , 21 de Março de 2006



//by: Garganta da Serpente



- By: Just me | 09h51
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// Quarta-feira , 08 de Março de 2006



Dia Internacional da Mulher

 

Sou mulher

Sou mulher faceira e sensual,
Meu olhar se concentra ardente,
Meus lábios pedem teu beijo,
Meu corpo pulsa por teus carinhos.

Sou mulher mimada, tão dengosa,
Moderna eu sou, mas feminina,
Voluptuosa logo me transformo,
Nos momentos de amor apaixonado

Sou mulher, lutadora independente,
Olho o mundo com otimismo e coragem,
Vou à luta e enfrento as intempéries,
Mas antes de tudo, me perco em teus braços...

Sou mulher, luto pelos meus direitos,
Proclamo a liberdade defendo a cidadania,
Mas antes preciso do teu carinho,
E me entrego inteira ao homem que eu amo...

Sou mulher e enfrento as tempestades,
Digo não nos momentos de nevascas,
Porém não consigo viver sem teus afagos,
E em meus desejos perco a lucidez...

Sou mulher, aprecio a luta e sou guerreira,
Admiro o horizonte, espero, sonho... Choro...
Enriqueço-me por ser feliz e ser mulher,
E deixo-me levar já rendida de desejo...

Sou lutadora... livre ... destemida
Mas Ardente, sensual...
Sou Mulher!! !

 

//Autor:Vânia Moreira Diniz
//Imagem: olhares.com



- By: Just me | 10h32
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// Segunda-feira , 27 de Fevereiro de 2006



Não sei o que é a solidão.
Nunca me senti só.
Acho fantástico ficar comigo mesma,
com minhas milhões de dúvidas
e preocupações

> texto: Cleide Yáconis
>imagem: olhares.com



- By: Just me | 19h45
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A implosão da mentira


 "Mentiram-me.
Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

Mentem sobretudo impunemente.
Não mentem tristes,
alegremente mentem.
Mentem tão nacionalmente
que acham que mentindo história a fora
vão enganar a morte eternamente.

Mentem, mentem e calam
mas nas frases falam e desfilam de tal modo nuas
que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura,
mas não se chega à verdade
pela mentira
nem à democracia pela ditadura.

Evidentemente crer que uma flor nasceu em Hiroshima e
em Auschwitz havia um circo permanentemente.

Mentem, mentem caricaturalmente,
mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente
mentem como a carroça à besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem como o espelho transparente
mentem deslavadamente como nenhuma lavadeira mente ao ver a
nódoa sobre o rio
mentem com a cara limpa e na mão o sangue quente,
mentem ardentemente como
doente nos seus instantes de febre,
mentem fabulosamente como o
caçador que quer passar gato por lebre
e nessa pilha de mentiras a caça é que caça o caçador e assim
cada qual mente indubitavelmente.

Mentem partidariamente,
mentem incrivelmente,
mentem tropicalmente,
mentem hereditariamente,
mentem, mentem e de tanto
mentir tão bravamente
constróem um país de mentiras diariamente."

> texto: Afonso Romano de Sant'ana
> imagem: olhares.com
(que eu tive o prazer de photoshopar)


- By: Just me | 00h14
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// Domingo , 26 de Fevereiro de 2006



Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que machuca o tempo
O tempo flui

E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que magoa o tempo me passeia

Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós

Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira

O céu de anil no pólo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul

A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta



 
> intérprete: Ney Matogrosso
> música: Novamente
> imagem: google

 



- By: Just me | 09h07
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// Sábado , 25 de Fevereiro de 2006



Sou uma mulher esguia
Pareço chinesa dobrando as esquinas
Quando seguida
Sumo na multidão.

Às vezes um pouco nervosa
Não sei o que fazer com as mãos.

Levanto suspeitas no ar
Carrego um revólver na bolsa
E um disparo no coração.

> texto: Martha Medeiros
> imagem: olhares.com



- By: Just me | 00h12
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// Sexta-feira , 24 de Fevereiro de 2006



Sozinho, em silêncio,
encaro-me.
Encaro o reflexo
da minha nudez.
Resoluto sigo
deixando o espelho
impregnado de talvez.

 
~texto: João Andrade
~imagem: olhares.com



- By: Just me | 08h57
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// Quarta-feira , 22 de Fevereiro de 2006



 


Quando eu era criança, queria crescer logo, virar adulta. Tinha idéias fantasiosas de que um adulto podia tudo, desde dormir na hora que bem entendesse até não precisar ir ao dentista. Parecia o supra-sumo da liberdade. Mas um dia fazemos 18 anos e a partir de então não podemos dirigir sem carteira, não podemos nos isentar de votar e não podemos permanecer solteiros.

Não podemos reagir aos assaltos. Não podemos falar ao celular no carro. Não podemos fazer sexo sem camisinha. Não podemos fumar, não podemos beber, não podemos odiar fazer exercícios físicos. Não podemos nos descuidar.

Não podemos ficar fora de moda. Nem seguí-la à risca. Não podemos sair à noite em segurança. Não podemos comer açúcar. Não podemos exagerar no sal. Não podemos atravessar fora da faixa de pedestre, não podemos ultrapassar a velocidade permitida, não podemos dar uma sumida.

Não podemos ficar tristes. Não podemos não falar inglês. Não podemos dizer mentiras. Não podemos dizer toda a verdade.

Não podemos negar um convite. Não podemos ser anti-sociais. Não podemos ser excessivamente honestos.

Quase todos os 10 mandamentos da igreja católica começam com não: não matarás, não roubarás, não cobiçarás a mulher do próximo, não pronunciarás o santo nome do Senhor em vão. Não.

E também não falarás com estranhos, não poderás ser gordo, não estacionarás em fila dupla, não dormirás fora sem avisar, não colocarás o dedo no nariz, não esquecerás o aniversário de namoro, não te estressarás, não farás barulho depois das 22h, não entrarás no banco com coisas metálicas nos bolsos, não tomarás banho de sol das 10h às 15h.

Não podemos falhar. Eis aí um convite irrecusável para a transgressão.


~texto: Martha Medeiros

~imagem: olhares.com

 

 



- By: Just me | 11h36
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just opening my blog!

Nasceu!

E agora, o que virá?

Confissões, loucuras, bobagens......

É isso!... é tudo isso.. e mais...

A minha essência

 



- By: Just me | 11h24
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